Trabalhadores vão às ruas no dia 30 para pressionar Senado pelo fim da escala 6x1

Cadu Bazilevski Aragão
Trabalhadores vão às ruas no dia 30 para pressionar Senado pelo fim da escala 6x1

Entidades que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, entre elas a CUT, o Fórum das Centrais e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) convocam trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil para o Dia Nacional de Mobilização, em defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6 por 1. Os atos, marcados para a próxima terça-feira (30), têm como objetivo pressionar o Senado Federal para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221 seja colocada em votação e avance no Congresso Nacional.

Para o secretário nacional de Mobilização da CUT, Milton dos Santos Rezende, o Miltinho, o debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários precisa envolver toda a sociedade. Segundo ele, a mobilização popular será fundamental para garantir que o tema avance no Senado.

“Nós estamos chamando, no dia 30 de junho, um grande ato de mobilização nacional de rua para pressionar o Senado, pressionar o presidente da Casa [Davi Alcolumbre – União Brasil] para que coloque a pauta em votação. Nós queremos debater com os senadores a importância desse tema”, destaca.

Para o dirigente, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 são pautas inseparáveis e representam uma mudança estratégica nas relações de trabalho.

“Não existe a redução da jornada sem o fim da escala 6x1. E não existe o fim da escala 6x1 se você não reduzir a jornada. As duas coisas andam juntas. É necessária essa mudança estratégica”, afirma.

Miltinho também afirma que existe uma disputa de projetos em torno da jornada de trabalho. Segundo ele, enquanto os movimentos defendem a redução da jornada e melhores condições de vida, outras propostas apresentadas no Congresso caminham em direção contrária.

Na avaliação do secretário, a mudança pode gerar impactos positivos também na economia, ao ampliar o consumo e estimular a geração de empregos formais.

“É preciso compromisso com a defesa da classe trabalhadora, com o direito do trabalhador de ter qualidade de vida, ter um bom sono, um trabalho compartilhado em casa, ter direito a estudar, ter lazer, enfim, ter qualidade de vida”, conclui.

Redução da jornada também envolve qualidade de vida e divisão das tarefas de cuidado

Segundo Miltinho, a proposta tem uma dimensão social que vai além do ambiente de trabalho, especialmente no que diz respeito à divisão das responsabilidades de cuidado dentro das famílias. Ele destaca que a jornada excessiva impacta diretamente a vida das mulheres, que frequentemente acumulam responsabilidades profissionais e domésticas.

“As mulheres têm dupla, tripla, quatro jornadas. A política de cuidados em casa hoje está concentrada na mão das mulheres. O cuidado daquele parente, daquela pessoa que precisa de atenção, muitas vezes fica sob responsabilidade delas, gerando uma sobrecarga muito grande. Então, também é importante o homem ter o seu papel nessa divisão das tarefas sociais do lar”, explica.

Site Na Pressão amplia mobilização

Além das mobilizações nas ruas, trabalhadores e trabalhadoras também podem participar da pressão sobre os parlamentares por meio do site Na Pressão, iniciativa que amplia a participação popular nos debates do Congresso Nacional.

A plataforma permite que a população entre em contato com senadores e cobre posicionamentos sobre pautas de interesse social. O funcionamento é simples: basta acessar o site napressao.org.br, selecionar o estado e consultar a lista de parlamentares da região. A partir da ferramenta, é possível enviar mensagens e pressionar cada representante para que a voz da sociedade seja considerada no debate legislativo.

O site também pode ser acessado diretamente pelo banner superior no Portal da CUT, facilitando a participação nos processos de mobilização.


Fonte: CUT Nacional



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