Reajuste dos metalúrgicos de São Leopoldo e Região será de 3%

 

Em assembleia realizada na noite de quinta-feira (14), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, a categoria aprovou o reajuste salarial de 3%. O percentual ficou acima de 2,56%, correspondente ao Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) acumulado do período.

“Foi uma campanha muito difícil devido à economia parada que reflete na inflação e por causa da reforma trabalhista”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, Valmir Lodi.

Ele explicou que o aumento real de 0,44% significa 5,72% no ano (incluindo o 13º salário), usando como base o piso da categoria, os trabalhadores terão um acréscimo de quase R$ 500,00 no ano. “A proposta pode não ser o que mais desejávamos, mas é uma conquista não haver alteração em nenhuma cláusula da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, garantiu Valmir.

O dirigente recordou a mobilização da campanha salarial e enfatizou que a participação dos trabalhadores engrandeceu a luta e foi determinante no enfrentamento à patronal. “A partir de 11 de novembro entrará em vigor a Reforma Trabalhista, que retira inúmeros direitos previstos na CLT, por isso é muito importante assinarmos a nossa Convenção para garantirmos os nossos direitos até o próximo ano”, salientou.

Negociação

Os integrantes da mesa de negociação relataram como foram as reuniões e a importância da unidade e força das manifestações. Ailson Nascimento ponderou que esta pode não ser “a proposta ideal, mas estamos fechando a convenção sem nenhuma perda de direitos.”

Já o diretor Ademir Maia Couto destacou os ataques do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (PMDB) que representam um retrocesso aos trabalhadores. “Fomos no limite da negociação, pois a patronal já queria impor alguns itens da Reforma”, disse.

Desconto assistencial

Também foi aprovado o Desconto Assistencial de 5% parcelado em cinco vezes, a partir de outubro. O Desconto é sobre o salário base do trabalhador e é através dele que se contribui e fortalece as lutas do sindicato em prol da categoria e da classe trabalhadora como um todo.

Além disso, as cláusulas sociais da CCT foram renovadas e o limitador do salário ficou em R$ 5.000,00. A data-base da categoria é 1º de julho.

Ao encerrar a assembleia, o presidente ressaltou a história de luta da entidade. “Esse Sindicato tem mais de 70 anos e sempre foi combativo. Agradecemos a nossa base, pois quem faz um sindicato forte são os trabalhadores”, finalizou.

Fonte: STIMMMESL

 

Reajuste dos metalúrgicos de São Leopoldo e Região será de 3%

 

 

 

Em assembleia realizada na noite de quinta-feira (14), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, a categoria aprovou o reajuste salarial de 3%. O percentual ficou acima de 2,56%, correspondente ao Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) acumulado do período.

 

“Foi uma campanha muito difícil devido à economia parada que reflete na inflação e por causa da reforma trabalhista”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, Valmir Lodi.

 

Ele explicou que o aumento real de 0,44% significa 5,72% no ano (incluindo o 13º salário), usando como base o piso da categoria, os trabalhadores terão um acréscimo de quase R$ 500,00 no ano. “A proposta pode não ser o que mais desejávamos, mas é uma conquista não haver alteração em nenhuma cláusula da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, garantiu Valmir.

 

O dirigente recordou a mobilização da campanha salarial e enfatizou que a participação dos trabalhadores engrandeceu a luta e foi determinante no enfrentamento à patronal. “A partir de 11 de novembro entrará em vigor a Reforma Trabalhista, que retira inúmeros direitos previstos na CLT, por isso é muito importante assinarmos a nossa Convenção para garantirmos os nossos direitos até o próximo ano”, salientou.

 

Negociação

Os integrantes da mesa de negociação relataram como foram as reuniões e a importância da unidade e força das manifestações. Ailson Nascimento ponderou que esta pode não ser “a proposta ideal, mas estamos fechando a convenção sem nenhuma perda de direitos.”

 

Já o diretor Ademir Maia Couto destacou os ataques do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (PMDB) que representam um retrocesso aos trabalhadores. “Fomos no limite da negociação, pois a patronal já queria impor alguns itens da Reforma”, disse.

 

Desconto assistencial

Também foi aprovado o Desconto Assistencial de 5% parcelado em cinco vezes, a partir de outubro. O Desconto é sobre o salário base do trabalhador e é através dele que se contribui e fortalece as lutas do sindicato em prol da categoria e da classe trabalhadora como um todo.

 

Além disso, as cláusulas sociais da CCT foram renovadas e o limitador do salário ficou em R$ 5.000,00. A data-base da categoria é 1º de julho.

 

Ao encerrar a assembleia, o presidente ressaltou a história de luta da entidade. “Esse Sindicato tem mais de 70 anos e sempre foi combativo. Agradecemos a nossa base, pois quem faz um sindicato forte são os trabalhadores”, finalizou.

 

Fonte: STIMMMESL

 

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