Metalúrgicos do RS voltam à Brasília e intensificam mobilização pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1
Os metalúrgicos gaúchos da CUT-RS estarão representados na força tarefa da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6x1, que acontece nesta semana, em Brasília. Dessa vez, a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS) está com uma delegação e cinco dirigentes. A expectativa é que a proposta de redução da jornada de trabalho vá à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara Federal, no próximo dia 26 e em seguida, levada ao Plenário.
“A expectativa é de ver como essa luta está se encaminhando. É muito gratificante estar presente representando a trabalhadora e o trabalhador do chão de fábrica, poder levar mais informações. Pois essa pauta é importante a todas as categorias, para conseguir o direto do trabalhador ter mais vida, ter mais dignidade, ter uma condição melhor”, disse a dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Venâncio Aires, Ana Paula Kaustmann.
Ela também destaca a honra de representar as mulheres, as trabalhadoras do coletivo de Venâncio Aires e do Coletivo Gabi. “Isso me deixa mais confiante e com força para seguir nessa e em tantas outras lutas que teremos. O fim da escala 6x1 irá beneficiar muitas mulheres porque temos jornadas duplas, triplas”, ressalta;
Além deles, Adriano Filippetto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (STIMEPA); Rogério Bandeira Cidade, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STIMMMESL); André Battistello, do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita (STIMMMEC) e Marcelo Rodrigues Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Cachoeirinha também integram a deleção.
A redução da jornada de trabalho sem redução de salário é uma bandeira histórica do movimento sindical brasileiro. Para a CNM/CUT e a CUT, “reduzir a jornada não é custo: é investimento” e o país vive “uma escolha histórica” entre manter jornadas extensas ou avançar para um modelo de desenvolvimento com justiça social e bem-estar.
Fonte: FTM-RS